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Colunista J.P. Cuenca entrevista a autora e crítica literária Noemi Jaffe

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Lançamento do "Livro dos começos"

O começo não passa de interrupção de algo que já vinha ocorrendo, mas que ainda não tinha recebido nome. As coisas estão em permanente processo até que alguém apareça e nomeie um ponto das coisas como começo. Assim, o começo pode até ser chamado de fim, em nome de...

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2015
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Lançamento do "Livro dos começos"

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O começo não passa de interrupção de algo que já vinha ocorrendo, mas que ainda não tinha recebido nome. As coisas estão em permanente processo até que alguém apareça e nomeie um ponto das coisas como começo. Assim, o começo pode até ser chamado de fim, em nome de uma fúria nomeadora. Mais do que nomear, designar um começo é localizar algo no tempo e condená-lo à temporalidade, já que o começo é um elemento da tríade composta de passado, presente e futuro. O que agora é começo em muito ou pouco tempo já será passado. Porém, se não nomearmos nada, se não interrompermos as coisas para chamá-las de começo, elas simplesmente continuarão, sem jamais se darem conta de suas partes ou de sua localização no tempo e no espaço e então não estaremos condenados ao meio e ao fim, pois nenhum deles o será. É como cortar algo que passa, represar a correnteza e desviá-la de seu curso para estabelecer um curso que se disfarça de novo, quando é somente uma violação do que já existia. Começar é o sintoma mais forte do desejo de novidade, já que todo começo contém a energia do novo, a que poucos resistem. Logo depois, o novo se desgasta, vira passado e surgem outros começos, outras interrupções do que já vinha acontecendo para que aquela energia se refaça. Não se respeita a energia da inércia, essa sim mais genuína; uma força que se arrasta sozinha e que se mantém até que sua carga se esgote. É preciso agarrar a inércia, enxertar-lhe forma e significado, até que ela se recomponha e se transforme em começo. Dessa maneira o acontecimento se enfileira, como um soldado a postos, para dar sequência às coisas que de agora em diante se abaterão sobre ele. Ele agora faz parte de uma perspectiva, de um projeto, e terá que se postar obedientemente, para depois ser substituído pelo meio e pelo fim. Ele já avista ao longe, preparando-se, os batedores do meio, que se encaminham para o seu lugar e já lhe lançam olhares temerários. Que o começo não se estenda demais, eles parecem dizer. Que ele não venha com caprichos, retardando o momento da entrada. Que não os atrase, eles dizem. E o começo, que antes vinha embalado, inconsciente de si, no fluxo das coisas, conforma-se cabisbaixo a sua nova condição e aceita seu destino.

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Noemi Jaffe lança livro sobre os limites da ideologia e os percalços do amor | GloboNews Literatura

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